"Por vezes à noite há um rosto que nos olha do fundo de um espelho e a arte deve ser como esse espelho que nos mostra o nosso próprio rosto"
Jorge Luís Borges
Os passos percorreram todos os recantos do belo jardim. Havia pavões que majestosamente passeavam. Havia flores e arvoredo e belas alamedas. Quando do pequeno lago me aproximei descobri que muito mais havia para além dele. Era o Douro que serenamente passava entre as duas margens. E o olhar pôde então, repousar também!
Despidos de velas, estes velhos moinhos apenas lembram tempos idos. Agora abandonados, enfrentam os ventos, enquanto se desmoronam, pedra sobre pedra, numa lenta e inevitável despedida.